Análise de InstagramCada marcador aponta um achado exatamente onde ele mora no perfil, e cada publicação da grade abre com a leitura dela. Nada aqui é opinião solta: tudo saiu do que está publicado. Leitura de 28/09/2026, sobre as 36 publicações mais recentes. O botão no topo alterna entre o perfil como está hoje e uma proposta que só reorganiza o que já existe.

A bio tem duas linhas e nenhum corte: o Instagram mostra tudo sem o "mais". São elas, na íntegra: "🏷️ NOGARETH - @growthsupplements" e "✉️ contato@agheadline.com.br". O campo de nome repete "Thiago Nogareth", sem nenhuma palavra do que ele publica, e a categoria é "Criador de reels".
É uma vantagem rara: o espaço está livre e nada fica escondido. O que ocupa esse espaço hoje é uma etiqueta com o nome de uma marca e um e-mail. A palavra cupom não aparece em lugar nenhum do cabeçalho, embora 5 dos 32 vídeos do período fechem citando a marca ou o cupom NOGARETH (23/09, 16/09, 11/08, 14/07 e 19/05/2026) e em 4 deles ele diga o cupom em voz alta.
O perfil tem 137.442 seguidores, selo de verificado e mediana de 1,19% por publicação. A audiência já está lá. O que falta é a linha que explica, em três segundos, quem ele é e o que fazer ali: escrever o cupom com todas as letras e dizer onde ele vale não pede nada novo, só usa o que já está publicado. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
Nas 12 mais recentes (22/08/2026 a 23/09/2026) o ritmo é de 2,63 publicações por semana e a mediana é 0,68%. Nas 24 anteriores (23/04/2026 a 21/08/2026) o ritmo era de 1,40 por semana e a mediana, 1,49%, ou 2,19 vezes maior.
A mediana de curtidas por publicação caiu de 1.977,5 para 897 e a de comentários, de 41 para 28. Só 3 das 12 ficaram acima da mediana do perfil (18/09, 16/09 e 02/09/2026), contra 15 das 24 anteriores.
Nem a fase mais recente ficou abaixo do mercado: a menor das 12 marcou 0,45%, ainda acima da régua de 0,30%. O que os números dizem é outra coisa: publicar mais não está somando. Voltar ao ritmo de 1 a 2 por semana, em que a mediana era 1,49%, e usar o tempo economizado nos monólogos (2,09%) é a troca com maior retorno da página.
A primeira posição da grade não é a publicação mais recente: é a de 05/08/2026, o tutorial de compras (3,29%), fora da ordem de data, do jeito que o Instagram mostra uma publicação fixada. Depois dela a ordem segue o calendário: 23/09/2026 (0,45%), 21/09/2026 (0,71%) e 18/09/2026 (1,40%).
A melhor da janela, 16/09/2026 com 4,19%, só abre a segunda linha, e a capa dela já traz o gancho escrito. A vitrine está aproveitada pela metade.
Nos formatos, 32 das 36 são vídeos (mediana 1,19%) e 4 são imagens (mediana 1,45%, 1,22 vez a mediana do perfil): 16/08/2026 com 2,06%, 02/09/2026 com 1,82%, 06/09/2026 com 1,08% e 30/08/2026 com 0,51%. O formato minoritário é o que entrega acima do perfil, com material de estádio, praia e cidade que ele já produz.
Dá para colocar também no topo da grade a de 16/09/2026 (4,19%) e a de 01/07/2026 (6,03%, 332 comentários), ao lado do tutorial que já ocupa a primeira posição, e organizar os destaques, hoje 7, dois com o mesmo nome e dois identificados só por emoji. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
Oito das 36 publicações tratam de vida amorosa, das mensagens que ele recebe e do bordão dos 30 anos (23/09, 21/09, 16/09, 04/09, 11/08, 08/07, 01/07 e 23/04/2026). A mediana delas é 1,70%, contra 1,19% do perfil.
Sete dessas oito são monólogos, ele na frente da câmera do começo ao fim, e a mediana desses sete é 2,09%, ou 1,76 vez a mediana do perfil. Aí estão a segunda maior do período (01/07/2026, "Ainda tem gente que pergunta...", 6,03%, com 332 comentários, o maior número absoluto das 36) e a melhor das 12 da janela (16/09/2026, "Cansado", 4,19%). A oitava, de 04/09/2026, é um vídeo curto com gancho escrito na capa e marcou 0,45%.
Para comparação interna: o grupo de causos do dia a dia (moto, frio, acordar cedo, internet antiga, fofoca, ET) tem mediana de 0,92%. É o grupo em que este público responde menos, e mesmo ele fica acima da régua de 0,30% do Instagram.
A leitura é de formato, não de tema: o público veio pela história com começo, meio e virada. O caminho é tratar o monólogo como coluna do calendário, com dia fixo, e usar os vídeos curtos para intervalar, não para substituir.
A publicação de 21/08/2026 ("Só os miranha salvando o trem") marcou 9,34%, 7,8 vezes a mediana, com 12.800 curtidas, o maior número das 36. É também a de menor conversa do período: 0,27 comentário por 100 curtidas, contra 2,28 do perfil.
A publicação seguinte veio um dia depois, em 22/08/2026, e marcou 0,72%. A mediana das 12 que vieram depois do pico é 0,68%. Ou seja: muita gente chegou, curtiu e não encontrou sequência.
O universo do Homem-Aranha aparece na legenda ou na fala de 7 das 36 (21/08, 04/09, 22/08, 08/08, 30/07, 20/07 e 08/06/2026), e a mediana desse conjunto é 0,72%. O que explodiu foi aquele vídeo, não o tema por si só.
A correção é de calendário: nos dois ou três dias seguintes a qualquer publicação acima de 3%, entrar com um monólogo, que é o formato de maior mediana, e com uma pergunta escrita na legenda, coisa que hoje quase nunca aparece.
Das 9 capas de vídeo da janela, 6 trazem texto na tela: "EU TENHO TRINTA ANOS" em 16/09/2026, "Quando me perguntam como é estar 30 anos solteiro:" em 04/09/2026, "ESSE SOU EU" em 21/09/2026, a frase sobre o tênis novo em 12/09/2026, "FLAMENGO X DEL VALLE" em 18/09/2026 e a legenda embutida em 03/09/2026. O trabalho de gancho já é feito dentro do vídeo.
O campo de texto embaixo da publicação é que fica de fora. A legenda escrita tem mediana de 26 caracteres, e 25 das 36 têm até 40: "Cansado" (16/09/2026) acompanha um monólogo inteiro sobre ter 30 anos, e "Apenas relíquias antigas" (03/09/2026) acompanha uma história longa sobre a internet de quinze anos atrás. Só 2 das 36 marcam alguém na legenda e só 7 usam hashtag.
A conversa do perfil é boa, 2,3 comentários por 100 curtidas e nenhuma das 36 sem comentário, e isso acontece apesar da legenda, não por causa dela. O ajuste: manter o bordão curto como primeira linha, que é marca dele, e acrescentar duas, a frase mais forte do próprio vídeo (a mesma que já vai para a tela) e a pergunta que ele já faz falando. Em 23/09/2026 bastava escrever na legenda a pergunta que abre o vídeo.
O perfil já está acima do mercado por uma margem larga. As 36 publicações de 23/04/2026 a 23/09/2026 têm mediana de 1,19%, quase quatro vezes a régua de 0,30% do Instagram, e as 36 ficaram acima dessa régua, da maior, 9,34% em 21/08/2026, à menor, 0,36% em 29/07/2026. Nenhuma das 36 ficou sem comentário e o perfil recebe 2,3 comentários a cada 100 curtidas. Thiago tem selo de verificado, 137.442 seguidores e um território próprio: ele na frente da câmera contando a própria vida, com o fato de nunca ter namorado dito na fala de 7 dos 32 vídeos e o bordão dos 30 anos em 6 deles. Entre os oito perfis de humor medidos no mesmo dia e pelo mesmo método no bloco 06, ele é o de menor audiência e mesmo assim aparece em quarto lugar de engajamento mediano, acima de referências com mais de um milhão de seguidores.
O que falta é conversão da atenção em caminho. A bio tem duas linhas, não tem corte e mesmo assim não diz o que ele faz nem apresenta o link; o cupom NOGARETH, dito em voz alta em 4 dos 32 vídeos, aparece no cabeçalho só como etiqueta, sem a palavra cupom e sem a frase que explica o que ele é. O gancho é escrito na tela do vídeo, 6 das 9 capas de vídeo da janela trazem texto, mas a legenda tem mediana de 26 caracteres e 25 das 36 têm até 40, então quem chega pela grade não recebe a mesma promessa. E o ritmo recente cobrou o seu preço: nas 12 mais recentes são 2,63 publicações por semana e mediana de 0,68%, contra 1,40 por semana e 1,49% nas 24 anteriores, com a mediana de curtidas caindo de 1.977,5 para 897.
O caminho está no que ele já publicou. Os sete monólogos sobre os 30 anos, a vida amorosa e as mensagens da caixa de entrada têm mediana de 2,09%, 1,76 vez a mediana do perfil, e entregaram a segunda maior do período, 6,03% em 01/07/2026, com 332 comentários, e a melhor das 12 mais recentes, 4,19% em 16/09/2026. As quatro fotos do período têm mediana de 1,45%, também acima do perfil. E o contexto joga a favor: o vídeo já concentra 49% de todo o investimento em publicidade digital no Brasil, como mostra o bloco 05. Reduzir o volume, concentrar nos monólogos, escrever na bio e na legenda o que hoje só aparece na fala e na tela do vídeo, e dar sequência aos dias de pico é a virada que este perfil pede, sem precisar inventar nada novo.
Território próprio, selo de verificado, 137.442 seguidores e mediana de 1,19% em 36 publicações, todas acima da régua de 0,30%. A audiência já responde e já conversa.
A bio não diz o que ele faz nem apresenta o link, a legenda tem mediana de 26 caracteres e o ritmo dobrou nas últimas 12, período em que a mediana caiu para 0,68%.
Reescrever as duas linhas da bio com o cupom NOGARETH por extenso, voltar para 1 a 2 publicações por semana e concentrar o esforço nos monólogos, que têm mediana de 2,09%.
O conteúdo de Thiago Nogareth já entrega resultado bem acima da régua do mercado: 1,19% de mediana nas 36 publicações mais recentes, contra 0,30% do Instagram. O que ainda não acompanha esse desempenho é o cabeçalho, que não conta quem ele é nem para onde levar quem chega, e o ritmo das últimas semanas.
As barras seguem a ordem da grade, da mais recente para a mais antiga; dentro de cada quadro, as linhas vão do maior para o menor engajamento. Cada barra e cada linha abrem a publicação com a legenda inteira. A janela vai de 22/08/2026 a 23/09/2026 e tem mediana de 0,68%.
A mediana do Instagram em 2026 é 0,30%. As doze barras estão acima dessa régua, inclusive as duas mais baixas, de 23/09/2026 e 04/09/2026, ambas com 0,45%, que ainda ficam 1,5 vez acima dela. A maior é a de 16/09/2026, com 4,19%, a única da janela acima de 2%: o desenho é o de um perfil que tem piso alto e sobe muito em poucos dias, e o que separa esses dias do resto não é sorte de alcance, é formato.






Quatro destas seis colocam a câmera nele em primeira pessoa, monólogo, reação ou dublagem, e duas são fotos. É o mesmo desenho do perfil inteiro: os monólogos sobre os 30 anos têm mediana de 2,09% nas 36, e as 4 fotos do período têm mediana de 1,45%, contra 1,19% do perfil. Das 3 fotos da janela, 2 estão neste quadro. A regra prática: quando a história é dele, contada inteira na frente da câmera, ou quando a cena é forte o bastante para virar foto, este público responde.






Aqui estão duas publicações do dia a dia, o tênis e o causo da internet antiga, grupos cuja mediana nas 36 é 1,53% e 0,92%, contra 1,19% do perfil, e quatro publicações em que a legenda não repete o gancho que a fala ou a capa já entregam: as seis legendas deste quadro têm de 17 a 41 caracteres, e a pergunta que abre a fala de 23/09/2026 não aparece na capa nem na legenda. A regra prática: o gancho que já existe na capa ou na primeira frase da fala precisa aparecer escrito na legenda, e a cena curta rende mais quando abre uma história inteira do que quando é o vídeo todo.
As legendas de Thiago são curtas por escolha: a mediana das 36 é de 26 caracteres e 25 delas têm até 40. Isso quer dizer que a primeira linha da legenda é, quase sempre, a legenda inteira. Ela é o único texto que quem passa pela grade lê antes de decidir se fica. Classificamos a primeira linha das 36 publicações de 23/04/2026 a 23/09/2026 em seis tipos de abertura e medimos a mediana de engajamento de cada um, contra a mediana do perfil, de 1,19%.
Mediana de 1,49% em 6 publicações, o tipo de abertura de maior mediana das 36 e 1,25 vez a mediana do perfil. É onde está a maior do período.
"Só os miranha salvando o trem"
21/08/2026, 9,34%, a maior das 36 e 7,8 vezes a mediana do perfil. Seis palavras que entregam de imediato de que mundo é a cena. Quem reconhece a referência para antes de ler o resto.
"TDAH x Ghostface"
02/05/2026, 6,02%, a terceira maior das 36. A legenda arma a piada antes do vídeo começar: o leitor já sabe qual é o encontro e quer ver como termina.
"É u miranha"
30/07/2026, 1,08%. A grafia torta é do vocabulário do perfil, e é o que faz o leitor sentir que está dentro da conversa, não assistindo a ela de fora.
"Nogaverso"
19/05/2026, 1,16%. É o passo que transforma referência emprestada em marca própria: a palavra só existe neste perfil e carrega o nome dele junto.
"Copacabeins"
02/09/2026, 1,82%, a segunda melhor das 12 mais recentes. Uma foto, uma palavra inventada, e o público responde acima da mediana do perfil.
O apelido abre bem e para aí. Dentro do mesmo grupo, 08/08/2026 ("Mistressu") ficou em 0,46%, e sem a maior do período a mediana das outras cinco é 1,16%. O que separa as que voaram é a referência ser reconhecível de cara. Falta a segunda linha: uma frase dizendo o que acontece na cena, para quem não pega a referência ter motivo de ficar.
Mediana de 1,37% em 4 publicações, acima da mediana do perfil, e o molde mais constante dos seis: as quatro ficaram entre 0,72% e 1,53%, sem nenhuma queda.
"Farmei aura?"
25/07/2026, 1,51%, com 98 comentários. A pergunta é sobre o próprio vídeo e usa a palavra que o público já usa. Responder custa uma palavra.
"Faltou alguma coisa?"
24/05/2026, 1,53%, e a publicação de maior conversa das 36: 5,80 comentários por 100 curtidas, 2,5 vezes o índice do perfil, que é de 2,3. Perguntar pelo que falta entrega ao público a tarefa de completar a piada.
"Invasão alienígena começa quando?"
04/06/2026, 1,22%. O assunto é do noticiário, mas a pergunta é dele. Foi uma das 7 das 36 que usaram hashtag.
"Entrei pra brincadeira, da pra fazer um bico no lugar do @guilhermebriggs?"
22/08/2026, 0,72%. É uma das duas únicas publicações das 36 que marcam uma conta na legenda, e a única em que a pergunta é endereçada a alguém.
Nenhuma das quatro tem uma segunda linha além da pergunta e das hashtags. A pergunta abre a conversa e some: não há pedido de resposta nos comentários, nem retomada na publicação seguinte. Com 2,3 comentários por 100 curtidas e nenhuma das 36 sem comentário, é o molde que mais tem a ganhar com uma frase a mais.
1,40% de mediana em 3 publicações: 05/08/2026 ("Tutorial de como comprar produtos da china pela HUBBUY!!", 3,29%), 18/09/2026 ("CLASSIFICADOS PRA SEMI!", 1,40%) e 18/07/2026 ("Link pra cadastro na bio!!", 0,43%). Mediana acima do perfil, mas são só três publicações e muito distantes entre si: é sinal para testar, não regra.
1,08% de mediana em 5 publicações, como 14/07/2026 ("Agora eu tiro foto de qualquer coisa", 1,47%) e 12/09/2026 ("Tem que amaciar pra quando for sair mesmo", 0,59%). A linha conta o que está acontecendo, e é o tipo em que este público responde na faixa do meio.
1,04% de mediana e o grupo mais numeroso: 11 das 36. É o bordão curto ("Eu sou eu", "Sei lá meu", "Pra que né"). Guarda dois dos melhores resultados, 26/04/2026 ("Eu sei lá", 4,38%) e 16/09/2026 ("Cansado", 4,19%), e também a menor do grupo, em 0,45%. A abertura é a mesma; o que muda é o vídeo por trás dela.
0,71% de mediana em 7 publicações: a linha promete uma história sem dizer qual é ("Uma das mais aleatórias que já recebi", "Tão indo muito além"). É o tipo em que este público menos responde, ainda assim todas as 7 acima da régua de 0,30% do Instagram. E dentro dele está a segunda maior do período: 01/07/2026, "Ainda tem gente que pergunta...", 6,03%, com 332 comentários.
Quando a primeira linha nomeia alguma coisa concreta, o número sobe. Em 12 das 36 publicações a legenda nomeia um personagem, um lugar, um produto, um placar ou um universo reconhecível: a mediana desse conjunto é de 1,31%. Nas outras 24, em que a linha é um comentário, um estado de espírito ou uma promessa de história, a mediana é de 0,98%. Mesmo tirando a maior do período da conta, o conjunto que nomeia fica em 1,22%, ainda acima.
Os dois moldes dizem a mesma coisa por caminhos diferentes: o apelido entrega o universo, a pergunta entrega a tarefa. Os dois dão ao leitor um motivo concreto para parar antes do vídeo rodar. O que falta nos dois é o passo seguinte, a segunda linha: hoje a legenda mediana tem 26 caracteres e a fala do vídeo carrega sozinha a história inteira. Escrever uma frase a mais, dizendo o que acontece na cena ou pedindo a resposta, é a mudança de menor custo deste perfil, porque não exige gravar nada de novo.
Das 36 publicações, 32 são vídeo. Desses, 29 têm fala transcrita e 3 não têm fala (21/08/2026, 29/07/2026 e 24/05/2026). Nenhum vídeo do período ficou sem transcrição. Ou seja: quase tudo o que este perfil publica é falado, e a fala é o lugar onde a história inteira acontece. Abaixo, os vídeos falados separados pelo tipo de fala, com a mediana de cada grupo contra a mediana do perfil, de 1,19%.
São os monólogos sobre ter 30 anos, sobre nunca ter namorado e sobre as mensagens que recebe: 7 vídeos, mediana de 2,09%, 1,76 vez a mediana do perfil. É o grupo de maior mediana das 36 e é o formato em que ele aparece de frente para a câmera e conta uma história com começo, meio e virada.
"Eu tenho 30 anos e nunca namorei. Mas já fazem dois anos que muita gente sabe disso e sempre, sempre me fazem as mesmas perguntas. (...) Mas infelizmente, não importa quantos vídeos eu faça, sempre vai ter pessoas fazendo a mesma pergunta."
Por que isso importa: é a segunda maior das 36 e a que mais gerou conversa em números absolutos, 332 comentários. A estrutura é um catálogo: ele enfileira as perguntas que recebe e responde uma a uma. Cada pergunta dessas é um vídeo inteiro que ainda não foi feito. A legenda, "Ainda tem gente que pergunta...", não repete nenhuma delas.
"Eu tenho 30 anos e nunca namorei. (...) Eu não tenho mais paciência pra nada. (...) Eu acho que não faz sentido eu correr atrás de alguém que tá correndo de mim. (...) Eu só vou me esforçar por quem demonstra interesse e tá ali por mim."
Por que isso importa: é a melhor das 12 mais recentes e a única delas acima de 2%, com 186 comentários. O bordão de abertura é o mesmo de 01/07/2026: o público reconhece a frase e sabe o que vem. A legenda escrita é uma palavra, "Cansado", enquanto a frase que sustenta o vídeo, sobre só se esforçar por quem demonstra interesse, não aparece nela.
"Ontem, simplesmente do nada, eu recebo essa mensagem aqui na DM. (...) Então hoje eu vou ensinar pra vocês como puxar assunto pelos stories. (...) Pra começar uma conversa com alguém nos stories, vocês têm que gerar assunto. (...) Cara, puxa um assunto normal, pergunta alguma coisa relacionada ao story."
Por que isso importa: aqui o monólogo vira aula. Ele parte de uma mensagem recebida e termina ensinando um método. É o único dos sete em que a fala entrega um passo a passo, e marcou 2,75% com 95 comentários. A legenda, "Tão indo muito além", guarda a piada e esconde a aula.
"Eu já contei pra vocês da vez que deram em cima de mim? (...) Em 2023 eu me mudei pra esse prédio (...) Então sim, eu sou o síndico do meu prédio e eu tenho que pegar o condomínio de todo mundo."
Por que isso importa: é o formato mais reaproveitável dos sete, porque não depende de data nem de assunto do momento: é uma história da vida dele, com cenário fixo e personagens recorrentes. Marcou 2,09% com 120 comentários, a partir de uma legenda de duas palavras, "Apenas fatos...".
Frio, acordar cedo, moto, internet antiga, modas da internet: 8 vídeos falados, mediana de 1,13%. O topo do grupo alcança a mesma altura dos monólogos, e a distância entre o melhor e o pior é grande, de 4,38% a 0,56%.
"Eu não consigo entender quem gosta de frio. Pra levantar da cama de manhã é um esforço. (...) Eu ando de moto, então pra andar de moto eu meio que sou obrigado a colocar apenas alguns utensílios pra tentar não morrer de frio. (...) Vocês não têm noção de como dói um vento gelado a 60 por hora de manhã na cara."
Por que isso importa: a fala é uma lista, e listas seguram até o fim porque o público quer saber qual é o próximo item. Marcou 3,13% com 113 comentários. A legenda, "QUEM GOSTA DE FRIO CARAAAAA", já é o resumo da tese em caixa alta: é uma das poucas em que o texto escrito e a fala dizem a mesma coisa.
"Eu tenho 30 anos, vocês sabem o que eu fazia quando eu era adolescente? (...) Mas, cara, são só adolescentes e crianças fazendo coisa de adolescente e de criança. É a trend deles no momento, não vai influenciar nada no futuro dos caras."
Por que isso importa: é o mesmo bordão dos 30 anos usado para outra coisa: em vez de falar da vida amorosa, ele usa a idade para se colocar entre as duas gerações. Marcou 1,51% com 98 comentários e mostra que o bordão funciona fora do tema em que nasceu.
"Eu só sei que eu não sei, mas confesso que no fundo eu não sei."
Por que isso importa: é a fala mais curta das 29 e a quarta maior das 36 em engajamento, 4,38% com 149 comentários. Prova que o tamanho da fala não é o que decide: uma frase bem fechada, com legenda de três palavras ("Eu sei lá"), entregou mais do que vídeos de vários minutos.
Cenas escritas e referências de cultura pop, com ele fazendo as vozes: 4 vídeos, mediana de 1,12%, e é onde aparece o teto do formato.
"Número desconhecido, até parece que eu vou atender. Ligando de novo, tá, vai que é alguém com outro número. (...) Qual o seu filme de terror favorito? Irmão, eu nem gosto de filme de terror, cara."
Por que isso importa: é uma cena escrita, com dois lados da conversa feitos por ele, e marcou 6,02%, a terceira maior das 36. A legenda "TDAH x Ghostface" arma a piada em três palavras. É o tipo de vídeo que depende de roteiro, não de agenda, e por isso pode ser repetido em qualquer semana.
Tutorial, celular, aplicativo, cadastro: 5 vídeos falados, mediana de 1,47%, acima da mediana do perfil. Este público não se afasta quando ele fala de produto.
"Tutorial rápido aí pra vocês, como comprar camisa, tênis, lego. (...) E um conselho que eu dou: usem o site pelo computador, é muito mais completo, vocês conseguem ter muito mais informação das coisas. (...) Vamos supor que eu queira comprar esse tênis aqui: eu clico em adicionar o carrinho, escolho o tênis, escolho o número."
Por que isso importa: é a maior das cinco, 3,29%, e a única fala do período inteiramente em modo utilidade, do começo ao fim. A legenda manda quem quer a versão longa para outro canal ("No YouTube tá mais completo pra vocês!!"), e é a publicação que ocupa a primeira posição da grade, fora da ordem das datas.
"Eu tenho 30 anos e eu decidi experimentar coisas novas, ter novas experiências, e eu gostei. (...) Só que agora vêm os comentários. (...) Eu crio conteúdo, ó, e eu nem gravo com o meu celular. (...) Eu vou sempre influenciar vocês a comprar o que vocês querem e ser feliz com isso."
Por que isso importa: é o único vídeo de produto que começa com o bordão dos 30 anos, e é o segundo melhor do grupo, com 2,24% e 130 comentários. Ele abre pela própria história, antecipa a objeção do público e só então fala do aparelho. É o molde que junta os dois grupos de maior mediana do perfil.
A história já está escrita: ela só não está escrita na legenda. Em 16/09/2026, a fala termina em "eu só vou me esforçar por quem demonstra interesse" e a legenda é uma palavra, "Cansado". Em 23/04/2026, a fala tem um causo inteiro de prédio e síndico e a legenda é "Apenas fatos...". Em 08/07/2026, a fala entrega um método de puxar assunto e a legenda é "Tão indo muito além". A mediana das legendas das 36 é de 26 caracteres, e quem chega pela grade recebe uma fração da promessa que o vídeo cumpre.
Três usos imediatos, sem gravar nada novo: a frase de fecho vira a legenda, porque já foi testada em voz alta e é o que fica na cabeça de quem assistiu; o catálogo de 01/07/2026 vira pauta, com cada pergunta recebida virando um vídeo da série, no formato de mediana de 2,09%; e a fala de 16/06/2026 vira o modelo das publicações de marca, começando pela própria história antes de chegar ao produto, num grupo que já entrega mediana de 1,47%. O cupom NOGARETH, dito em voz alta no fim de quatro dos 32 vídeos do período, já aparece escrito na bio e em dois destaques, mas não em nenhuma das 36 legendas.
Antes de olhar o perfil de perto, vale olhar o campo. Quatro números públicos dimensionam o mercado de quem cria conteúdo de humor em vídeo e monetiza com publicidade no Brasil.
Na mesma divulgação, o vídeo passou a concentrar 49% de todo o investimento digital, 7 pontos percentuais acima do ano anterior, com 80% de crescimento acumulado em cinco anos. O estudo mede investimento declarado em mídia por categoria de canal, não receita de criador: dimensiona o bolo, não a fatia de cada perfil.
É o bolo de onde sai a verba das publis que ele entrega, e a fatia de vídeo crescendo mostra que o formato em que ele já trabalha, o reel, é o que mais recebe dinheiro. Fonte: IAB Brasil e Ibope, pesquisa Digital AdSpend, divulgada em 2026 com dados de 2025.
Eram 80% na edição anterior. A mesma pesquisa aponta que só 20% clicam no link no momento em que veem a publicação, que 58% das compras acontecem em até sete dias e que 87% preferem que o criador assuma abertamente a parceria com a marca. É declaração de consumidor em pesquisa, não venda medida, e mede ter comprado alguma vez, não frequência.
A indicação de criador já virou caminho normal de compra no Brasil, e o público costuma decidir dias depois da publicação, o que joga a favor de quem publica com constância e assume a publi na cara. Fonte: YOUPIX e Nielsen, pesquisa Consumo & Influência, 2026.
O Brasil é o segundo maior mercado de criadores do mundo nessa contagem. Do lado da marca, isso significa escolher dentro de um universo enorme de perfis disponíveis, com faixas de audiência parecidas e propostas parecidas.
Dimensiona a concorrência pela verba: a marca escolhe entre milhões de perfis, e o que separa um do outro é constância e prova de resultado, não só tamanho de audiência. Fonte: HypeAuditor, State of Influencer Marketing 2026.
É o setor da marca que a bio do perfil traz na primeira linha, @growthsupplements, e que reaparece no fecho de 5 dos 32 vídeos do período, entre menção à marca e menção ao cupom. Crescimento de dois dígitos em um ano é o que sustenta relação continuada com criador em vez de ação avulsa.
O setor do parceiro que aparece na bio dele cresce em dois dígitos, e é esse crescimento que sustenta cupom próprio e presença recorrente em vez de publi solta. Fonte: BRASNUTRI com dados da Euromonitor International, divulgado em 2026 com dados de 2025.
Os quatro números contam a mesma história por ângulos diferentes: há mais dinheiro entrando em vídeo do que nunca, o público brasileiro já aceita a indicação de criador como caminho de compra, e existem milhões de perfis disputando essa verba. Nesse cenário, tamanho de audiência deixa de ser o argumento principal, porque quase todo mundo tem algum.
O que decide passa a ser o que Thiago já tem medido: mediana de 1,19% nas 36 publicações, quase quatro vezes a régua de 0,30% do Instagram, e 2,3 comentários a cada 100 curtidas. E o que decide também é o que ainda não está montado: se 58% das compras acontecem em até sete dias e só 20% clicam na hora, quem vê o vídeo hoje e decide comprar na quinta-feira precisa achar o caminho sozinho, no cabeçalho do perfil. Hoje a bio traz a etiqueta da marca e um e-mail de contato, sem uma linha que diga o que ele faz nem o que há no link.
Escolhemos criadores brasileiros de humor com marca pessoal no Instagram, que vivem de reels de comédia sobre cotidiano e cultura pop e monetizam com publicidade: quatro perfis de porte próximo ao dele e três nomes maiores da categoria como referência. Todos medidos no mesmo dia e pelo mesmo critério: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das 36 publicações mais recentes de cada perfil.
| Perfil | Seguidores | Publicações | Engajamento mediano | Selo |
|---|---|---|---|---|
| @ofaustocarvalho referência de humor com personagem | 4.248.501 | 2.236 | 0,16% | sim |
| @maikccostta referência de humor em vídeo curto | 1.451.251 | 1.606 | 0,94% | não |
| @davifrancoso referência de humor do cotidiano | 1.055.654 | 902 | 0,62% | sim |
| @ociceroviana criador de humor e nostalgia pop | 875.685 | 1.253 | 0,92% | sim |
| @bubarim criador de humor do cotidiano | 641.587 | 617 | 4,99% | sim |
| @eocassi criador de humor e futebol | 525.593 | 2.848 | 1,48% | sim |
| @isaquefeli criador de humor sobre relacionamentos | 336.984 | 1.737 | 2,89% | sim |
| @thiago2n este perfil | 137.442 | 246 | 1,19% | sim |
| Mediana de perfis pessoais de 50 mil a 500 mil seguidores, 2026 | · | · | 0,43% | · |
| Mediana do Instagram, todos os setores, 2026 | · | · | 0,30% | · |
Coleta pública de 28/09/2026, mesmo método aplicado aos oito perfis: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das 36 publicações mais recentes de cada um.
Com 1,19%, ele fica à frente de quatro dos sete perfis medidos e atrás de três. É o perfil com menos seguidores da tabela, 137.442, e mesmo assim a mediana dele é 1,27 vez a mediana dos sete perfis de referência, que é 0,94%.
A referência de humor com personagem da tabela tem 4.248.501 seguidores e mediana de 0,16% na janela medida. A mediana de Thiago, 1,19%, é 7,44 vezes maior. Audiência grande não está comprando conversa proporcional nessa categoria.
O criador de humor sobre relacionamentos da lista tem 2,45 vezes mais seguidores que ele e mediana de 2,89%, ou 2,43 vezes a dele. É o perfil mais comparável da tabela em tamanho e em formato, e serve como referência de até onde essa faixa consegue chegar.
Primeiro: Thiago está no jogo, e no pelotão de cima. Sete perfis do mesmo nicho, medidos no mesmo dia e pelo mesmo critério, e ele aparece em quarto lugar sendo o menor de todos em seguidores. A mediana dele, 1,19%, fica acima da mediana dos sete referências (0,94%), acima da régua de perfis pessoais de 50 mil a 500 mil seguidores (0,43%) e acima da régua do Instagram (0,30%).
Segundo: o topo da categoria não é o topo do engajamento. Os quatro maiores perfis da tabela, todos acima de 875 mil seguidores, ficam entre 0,16% e 0,94%. Quem aparece na frente são os perfis de audiência média, com relação mais próxima com o público. Isso diz que o caminho de crescer não passa por perseguir número de seguidores, e sim por manter a conversa no nível em que ela já está.
Terceiro, os limites. A janela de 36 publicações não cobre o mesmo intervalo de calendário em todos: nos perfis que publicam muito ela cobre cerca de duas semanas, enquanto no perfil de Thiago e no do criador de humor do cotidiano que lidera a tabela ela cobre de cinco a sete meses. Comparar períodos diferentes exige essa ressalva. Usamos mediana, não média, justamente porque em cinco dos oito perfis poucas publicações excepcionais puxam a média muito acima. No perfil de Thiago a diferença aparece em escala menor: 1,89% de média contra 1,19% de mediana. E os seguidores foram lidos no contador exato, não no resumo arredondado que o Instagram mostra. Todos aqui são referências do mercado: a tabela serve para situar, não para disputar.
Das 36 publicações, 32 são vídeo e 4 são imagem. O vídeo tem mediana de 1,19% e a imagem, 1,45%. A maior do período é vídeo (9,34% em 21/08/2026) e a melhor foto marcou 2,06% em 16/08/2026, com as outras três em 1,82% (02/09), 1,08% (06/09) e 0,51% (30/08/2026).
Com 4 fotos contra 32 vídeos, não dá para dizer que um formato ganha do outro. Quem decide é o assunto: os monólogos sobre os 30 anos e a vida amorosa têm mediana de 2,09% e os causos do dia a dia, 0,92%, ambos em vídeo.
As 36 estão todas em 2026, de 23/04 a 23/09, 153 dias de calendário, ou 1,65 publicação por semana, com intervalo mediano de 4 dias. Não há nenhuma pausa acima de 60 dias. A maior foi de 15 dias, entre 16/06/2026 e 01/07/2026, seguida por 11 dias (24/05 a 04/06) e 10 dias (02/05 a 12/05/2026). A retomada depois da pausa de 15 dias foi justamente a publicação de 6,03%, em 01/07/2026, a maior do período fora do pico de agosto.
Nas 12 mais recentes o ritmo sobe para 2,63 publicações por semana, e a mediana desse trecho é 0,68%, contra 1,49% nas 24 anteriores. O volume maior não veio acompanhado de resultado por publicação.
Só 2 das 36 marcam alguma conta na legenda: @guilhermebriggs em 22/08/2026 (0,72%) e @oppobrasil em 16/06/2026 (2,24%). Nenhuma conta se repete. Em hashtags são 7 publicações das 36, 19 usos no total, e a única que aparece duas vezes é #oppofindx9pro.
Com dois casos e resultados opostos, não há relação entre marcar alguém e engajar. Horário também não muda nada: 26 das 36 saem entre 17h e 19h, 9 delas às 17h30, e a mediana desse horário é 1,19% contra 1,22% das que saem fora dele. Por dia da semana, quarta (7 publicações) tem 2,75% e sábado (7) tem 0,59%; são grupos pequenos, então isso é hipótese para testar, não regra.
Não há dado demográfico de quem segue. A leitura abaixo vem só do que o perfil publica, do que a bio oferece e das duas contas marcadas nas 36.
Em ordem de retorno sobre esforço. As quatro primeiras não pedem produção nova: são texto, ordem e organização do que já está publicado.
O primeiro bloco é só texto e organização. O segundo muda a rotina de legenda e de calendário. O terceiro usa o que os números já mostraram para escolher o que produzir.
Indicador: engajamento mediano das publicações do mês de volta acima de 1,19%, a mediana das 36.
Indicador: comentários por 100 curtidas acima dos 2,3 de hoje, com o ritmo estabilizado em 1 a 2 publicações por semana.
Indicador: mediana do trimestre acima de 1,49%, o patamar das 24 publicações anteriores à janela.
Análise de Instagram de Thiago Nogareth · Nobox Group · leitura de 28/09/2026.
Os números vieram do que está publicado no perfil, em coleta pública. Nenhum dado privado de conta foi acessado.